13.10.10

O POLÊMICO LIVRO "A CABANA" E A HERESIA DO "UNIVERSALISMO CRISTÃO"


Recentemente, as vendas do livro A cabana aproximaram-se de [sete] milhões de cópias. Já se fala em transformar o livro em filme. Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã. E é aí que está o tropeço. Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

Quem é o autor? William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década. Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o “Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Embora freqüentemente rejeite o “universalismo geral”, a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.

Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro. Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local. Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão. Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo. Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América. Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista.

Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro. Eis aqui algumas evidências resumidas:

1) O credo universalista de 1899 afirmava que “existe um Deus cuja natureza é o amor”. Young diz que Deus “não pode agir independentemente do amor” (p. 102), e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191).

2) Não existe punição eterna para o pecado. O credo de 1899 novamente afirma que Deus “finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria”. Semelhantemente, Young nega que “Papai” (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) “derrama ira e lança as pessoas” no inferno. Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle “curar o pecado” (p. 120). Papai “redime” o julgamento final (p. 127). Deus não “condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor” (p. 162).

3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal. Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37).

4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor – um princípio central ao Universalismo. O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus “nasce do amor e é limitado pelo amor”. Young afirma que Deus escolheu “o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor”, e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65).

5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade. Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99). Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10). O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela Igreja Primitiva. Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa.

6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé. Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que crêem (p. 192). Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé.

7) Não existe um julgamento futuro. Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145). Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um “círculo de relacionamentos”.

8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56). Numa futura revolução de “amor e bondade”, todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248).

9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica. Jesus afirma que Ele “nunca criou e nunca criará” instituições (p. 178). As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo.

10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance. É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação.

autor de a cabana
William P. Young, autor de A Cabana
Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta: “Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?” Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico. A ficção deve servir à teologia, e não vice-versa.

Fonte: Título original, “Fique longe desta cabana”, extraído de uma resenha de Dr. James B. DeYoung, nosso professor de grego no Western Seminary (The Berean Call Chamada da Meia-Noite)

12.10.10

O ENGANADO PHILIP YANCEY FALA SOBRE HOMOSSEXUALISMO



Philip Yancey (nascido em 1949) é um escritor e jornalista cristão americano. Seus livros venderam mais de 14 milhões de cópias, desde a sua estréia em 1977 e são lidos em 25 idiomas pelo mundo todo. Mais de 600 dos seus artigos apareceram em 80 publicações diferentes, inclusive na Reader’s Digest, Publisher’s Weekly, National Wildlife, Saturday Evening Post, Christianity Today e The Reformed Journal. Seus livros ganharam onze medalhas de ouro da Evangelical Christian Publishers Association (ECPA), fazendo dele um dos mais vendidos autores evangélicos. Premiado duas vezes com o “Melhor Livro do Ano” pela ECPA, além de outros prêmios, Yancey colabora com a revista Christianity Today como editor associado.

Infelizmente, Philip Yancey tornou-se um falso profeta, um instrumento do inimigo para escravizar e desviar vidas do caminho do altíssimo. Quem bebe da fonte suja que Yancey oferece em seus livros certamente terá sérios problemas espirituais e, no final, se afastará de Deus. Por quê? Porque esse é o fim de todos aqueles que se acham mais espertos do que os autores da Bíblia a ponto de desfazer suas santas afirmações. Philip Yancey é exemplo do típico livre-pensador moderno herético que não se envergonha de colocar a sua opinião acima de tudo, inclusive das Escrituras. Com uma linguagem pseudo-intelectual cristã, sabe que o sucesso está à espera daqueles que souberem fazer uma ponte suave entre a Igreja e o mundo guiado por seus “sábios”. Yancey é sorvido por uma legião de cristãos, pouco críticos, que não querem ser transformados pelo poder de Deus, mas querem moldá-lo segundo os seus caprichos, desejando ardentemente serem justificados em seus vícios e terem seus desvios reconhecidos como normais. Veja como o que Yancey prega é radicalmente contrário à Cristo!

Philip Yancey deu uma surpreendente entrevista para Candace Chellew-Hodge (pastora "evangélica" lésbica), fundadora de Whosoever, uma revista eletrônica para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros “CRENTES”. Essa não é uma revista para cristãos que lutam contra tendências homossexuais, mas para que gays possam se sentir confortáveis e tranqüilos com seu pecado e, ao mesmo tempo, professar uma fé pretensamente evangélica.


Yancey diz:

Tenho freqüentado igrejas gays e lésbicas e fico triste que a maioria das igrejas evangélicas não tenha espaço para os homossexuais. Encontrei cristãos maravilhosos e comprometidos nas igrejas ICM (Igreja Cristã Metropolitana, uma denominação que defende o estilo de vida homossexual evangélico). Eu queria que as outras igrejas se beneficiassem da fé desses cristãos gays.

Durante anos, Mel White foi um dos meus amigos mais íntimos antes que ele me revelasse sua orientação sexual (A propósito, ele ainda é meu amigo.)… Quando as pessoas me perguntam como é que consigo manter amizade com um pecador como Mel, respondo perguntando como Mel consegue manter amizade com um pecador como eu. Mesmo se eu concluir que toda conduta homossexual é errada, como querem muitos cristãos conservadores, sou compelido a responder em amor.

No que se refere a assuntos de doutrinas, como a ordenação de pastores gays e lésbicos, fico confuso… Francamente, não sei a resposta para essas questões... Obviamente, se uma igreja está dizendo que você precisa abandonar a orientação sexual, essa igreja precisa receber educação. Já estive em igrejas gays e lésbicas cujo fervor e compromisso deixariam a maioria das igrejas evangélicas mortas de vergonha.

Em outra entrevista igualmente reveladora ao site Interference, de fãs da banda U2, YANCEY RESPONDEU QUE SEU AUTOR FAVORITO É FREDERICK BUECHNER. Buechner é pastor e teólogo da PCUSA, denominação presbiteriana liberal dos Estados Unidos. Essa denominação faz casamento entre homossexuais.


Buechner declarou: “Dizer que moralmente, espiritualmente e humanamente a homossexualidade é sempre má parece tão absurdo quanto dizer que nos mesmos termos a heterossexualidade é sempre boa, ou vice-versa”.


Mel White, pregador homossexual, amigo de Yancey, dirige o grupo homossexual "evangélico" radical Soulforce, que faz pressão para que instituições evangélicas abandonem suas posições bíblicas e aceitem os homossexuais, que se dizem convertidos sem abandonar o homosexualismo.


Andy Comiskey, ex-homossexual convertido ao cristianismo, que dirige um ministério de resgate para pessoas que desejam abandonar o homossexualismo, diz:

“Yancey, apresentou White em seu livro What’s So Amazing About Grace?, exibindo White e sua amizade com ele como exemplo forte da graça de Deus. Embora o autor não abrace todas as escolhas de White, Yancey dá destaque a um homem que se tornou o mais influente "cristão" gay de nossa época. Inadvertidamente, o autor cria uma ponte maligna entre um falso profeta (White) e milhares de leitores que estão buscando clareza na área da homossexualidade." Talvez o fato de que Yancey tenha incluído White em seu livro seja exemplo de alguém que “se introduziu com dissimulação (falsidade)” em nosso meio a fim de “transformar em libertinagem a graça de nosso Deus.”


“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus” (Judas 4).


Yancey minimiza as MUITAS PASSAGENS das Escrituras que identificam a atividade sexual fora do contexto da relação matrimonial, ordenada por Deus entre um homem e uma mulher (Gênesis 1.27-28; 2.24), como sendo pecaminosa. Ele diz o seguinte: “Existem ALGUMAS PASSAGENS das Escrituras que me dão apoio." Indagado sobre como os demais cristãos evangélicos desenvolvem uma atitude de graça (senão de aceitação) em relação aos "cristãos" gays e lésbicas, Yancey responde: “A única maneira é através de uma denúncia pessoal… os conservadores que desaprovam deveriam ter contato com essas pessoas (gays "crentes"), e vice-versa." Aliás, Yancey encoraja os cristãos a que tolerem essas práticas pecaminosas entre os cristãos professos, tendo o que ele chama de “contato” com as mesmas em vez de confrontá-las, desaprovando-as.

Os comentários de Yancey contra os ensinos da Palavra de Deus o tornam culpado, conforme a admoestação de Judas 4: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." De duas, uma: Yancey ou não está equipado ou então está de má vontade para articular a clara visão de Deus sobre esse item moral e, como resultado, está dando falsa esperança espiritual e conforto àqueles que se encontram em perigo de sofrer o mesmo julgamento dos seus ancestrais orientados nesse tipo de sexualidade, conforme Judas 7: “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (“Take Heed” Ministries, 05/07/2004).

O Pastor Gary Gilley, da Igreja Southern View Chapel (USA), escreve: “Yancey tem um defeito fundamental, que predomina em todos os seus escritos: Ele não coleta os seus pensamentos e princípios das Escrituras… O grave defeito de não embasar os seus conceitos nas Escrituras ocasionalmente o leva a desviar-se. Yancey não sabe a diferença entre tolerância e arrogância; entre graça e licenciosidade; entre audácia e impiedade. Conforme a definição de Yancey, João Batista e Elias estavam entre os homens ‘grosseiros’; contudo, parece que Deus não pensava assim… Certamente Jesus amava e gastava tempo com as prostitutas, porém sempre as convocava ao arrependimento [mudança de vida], não aprovando a sua maneira de viver. O método de Yancey de lidar com um homossexual, o qual também é um líder de igreja, pode lhe parecer ‘graça’, pode se assemelhar ao que Jesus faria, porém está claramente fora de sintonia em relação aos ensinos e exemplos das Escrituras” (Fonte: Review of “What is Amazing About Grace?”, 10/07/1990). [Nota da tradutora: Quando Jesus perdoou a mulher adúltera, Ele lhe disse: “Vai-te, e não peques mais” (João 8:11).].

2.10.10

O CRESCIMENTO CONTINUA VINDO DE DEUS - Parte 2

FALTA ALGUÉM!

"E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”  (Ezequiel 22.30)

Várias igrejas estão em crise por terem diminuído consideravelmente o número de membros e outras vêem sua juventude se afastando para o mundo. Em algumas seus membros não fazem a menor diferença em Cristo para amigos, vizinhos e nem parentes, sem falar sobre aquelas onde não pára pastor por causa dos “donos de igreja”. Tanto em uma como em outra, qualquer líder está sujeito a passar por uma profunda desilusão e angústia. 

Mas, em todo o meio a notícias das mais negativas, há também igrejas que estão passando por transformações. Gradualmente ou não, a quantidade de membros cresce, surgem grupos de estudos bíblicos e orações nas casas de membros e de outras pessoas interessadas, pontos de pregação, responsabilidade com a ênfase missionária e evangelística, como reflexo de um crescimento espiritual acima de tudo. 

Mas também, como explicar a apatia e a desilusão daquelas igrejas que, apesar dos esforços de seus líderes onde cada um deles procura bem intencionalmente dar sua colaboração, mesmo assim, suas igrejas ao invés de crescerem diminuem o número de membros? Qual é o segredo para o crescimento de uma igreja? Que estratégia usar e que método aplicar? Qual estratégia e método determinados por Jesus? 

A arma mais potente para qualquer igreja ainda continua sendo o estilo de vida em Cristo por cada um de seus membros conforme o exemplo dos crentes da igreja primitiva, que não somente evangelizaram de forma verbal, mas também com um tipo de vida radicalmente diferente das demais pessoas do mundo e que deliberada-mente se submeteram ao senhorio de Cristo, vivendo cheios do Espírito Santo para que fossem usados sobrenaturalmente com seus dons a serviço do Reino. Um punhado apenas de homens e mulheres de maioria iletrada conseguiu em curto espaço de tempo levar o evangelho à sua geração em todo o mundo conhecido daquela época em grande contraste com a igreja de hoje. 

Grande parte dos crentes de hoje tem se comportado timidamente porque perdeu a autoridade espiritual e por isso não consegue representar Jesus Cristo aqui na terra, deixando missão do “ide” fracassar. 

Algumas lideranças com suas igrejas, desesperadamente, tentam recorrer a todo tipo de novidades que ofertam modelos e métodos  para soluções  imediatistas no crescimento numérico. Outras são orgulhosas de seus triunfos e infestadas de agendismo, ativismo e até aumentaram fenomenalmente o número de membros, mas, um crescimento perigoso e enganoso por não existir conteúdo e doutrina bíblica em seus programas e mensagem, distorcendo o verdadeiro sentido do Evangelho – Amor de Deus e salvação, mas mediante reconhecimento do pecado, arrependimento e conversão. 

Onde está a presença dos corajosos crentes no mundo com o evangelismo nos dias de hoje? 


Onde está o reconhecimento do Soberano Senhorio de Jesus Cristo em suas vidas e respectivas igrejas?


Onde está a Palavra de Deus, não só escrita e falada, mas principalmente nas vidas dos membros da igreja? 

Comprovadamente, não há escassez de métodos, nem de dinheiro e nem de meios de comunicação. Há escassez sim, de homens, mulheres, adolescentes, jovens, adultos, pastores e leigos ao Senhorio de Cristo para com profundidade evangelizar primeiramente através de suas vidas.

(AUTOR: Meu grande amigo, Pr. Josué Tavares Pereira, é pastor da Igreja Batista em Nova Brasília, Cachoeiro de Itapemirim, ES)

1.10.10

OS ABSURDOS EM NOME DO EVANGELICALISMO!

Confesso que fiquei pasmo com este vídeo, especialmente o trecho a partir de 6:07 minutos. Como supostos "irmãos em Cristo" conseguem engolir tais "demônio-strações", as atribuindo ao Espírito SANTO, não tenho idéia! Meus queridos irmãos, que o Deus Verdadeiro tenha misericórdia de nós para que não caiamos nessa armadilhas diabólicas que têm infiltrado a Igreja cada vez mais freqüentemente! Confira:



Agora, Parte 2 mostra uma teologia totalmente equivocada sendo dissemindada a partir de 2:51 minutos. O que é incrível é como tantas pessoas conseguem sentar em cultos assim, semana após semana, e morrer de fome de uma palavra verdadeira da Palavra!



O último vídeo que eu vou postar aqui - e terceiro entre quatro - mostra o famoso Evangelho da Prosperidade sendo empurrado por Silas Malafaia, que eu respeito numa outra área: seu posicionamento contra o Movimento Gay no Brasil. Porém, neste caso, ele mostra uma deturpação de certos textos bíblicos para sustentaram essa linha herética. Que pena! Tem gente "dizimando/ofertando para ganhar algo de Deus", enquanto 2 Coríntios 9 deixa claro que nossa "dar" é um privilégio. Deus e Suas prioridades merecem tal postura. Por isso o fazemos com alegria... e não para receber algo BEM MAIOR/MAIS em troca! E Deus confia mais aos filhos que têm suas "carteiras convertidas" além de seus coraçoes. Para quê? Para que esses filhos possam dar cada vez mais para a expansão do Seu Reino. 




21.9.10

O CRESCIMENTO CONTINUA VINDO DE DEUS - Parte 1






 “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”  (1 Coríntios 3.6,7) 


Atualmente encontramos até mesmo em algumas lojas vários materiais cheios de dicas de como fazer uma igreja crescer com pouca,  ou nenhuma,  consideração pelo processo de amadurecimento espiritual dos membros da igreja pela lógica de crescimento do próprio dono da igreja – Jesus Cristo. O crescimento proposto por Cristo é pelo processo de amadurecimento espiritual na perseverança da doutrina da Palavra de Deus para que cada membro da igreja possa ir se tornando cada vez mais segundo a imagem do próprio Cristo (Atos 2.42). 

O crescimento qualitativo é reflexo do amadurecimento espiritual da igreja por ter em cada um de seus membros o caráter de Jesus. Seus membros são a cada dia mais parecido com Jesus por ser e fazer o que Ele seria e faria no lugar de cada um deles (João 14.12). Também precisamos crescer quantitativamente, mas nunca visar o crescimento de membros da igreja apenas pelos algarismos, crescer por crescer, sem considerar em primeiro lugar o aprender do amadurecimento espiritual para se tornar cada vez mais parecido com Cristo (Efésio 4.13). 

É de causar indignação ver em nossos dias várias igrejas em busca desesperada por um crescimento numérico como conseqüência puramente de uma competição absurda entre elas mesmas. Nelas, em quase tudo, a principal motivação é a competição. É a principal motivação por dias, horários e espaços físicos de seus eventos. É a principal motivação em suas músicas e até mesmo para promessas de realizações de milagres, manifestações e revelações de mistérios. Mas, desde o tempo do precursor de Cristo, João Batista, a mensagem do evangelho consiste primeiramente em “arrependei-vos”, e não visar exclusivamente os números algarítimos ou as cifras financeiras (Mateus 3.8,9). 

Hoje, até mesmo em nosso meio batista vários dos nossos mensageiros não querem mais pregar sobre arrependimento, juízo final, inferno, pecado porque isso não dá ibope. Um número, considerável de crentes e pregadores, está barganhando com os homens a mensagem de Cristo ao arrependimento pela mensagem da bênção. “Venha buscar a sua bênção”, é o que se anuncia porque, caso contrário, nem eles e nem suas igrejas conseguirão arrastar para si as multidões. Deliberadamente, optaram em trocar a mensagem da cruz de Cristo pela mensagem da facilidade e da prosperidade. 

Aos verdadeiros profetas e às igrejas onde estão como líderes de Cristo, até mesmo neste tempo, o chamado continua sendo o mesmo: 

“Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dêem-lhes tudo quanto eu te ordenar; não desanimes diante deles, para que eu não te desanime diante deles. Eis que hoje te ponho como cidade fortificada, e como coluna de ferro e muros de bronze contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E eles pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (Jeremias 1.17-19). 

A receita para o crescimento de qualquer igreja continua sendo patenteada por Jesus Cristo e não pelos homens. A igreja que não cresce com a receita de Jesus as portas do inferno prevalecem não só contra ela, mas pior ainda, dentro dela através de vidas vazias de Deus, mas cheias de mentira, adultério, traições conjugais, fornicação, alcoolismo, drogas, cobiças, idolatria e etc. Quantitativamente pode até parecer que está tudo muito bem, mas se encontra em coma espiritual diante de pessoas, dentro e fora de suas paredes, escravizadas pelo diabo através do pecado. 


(AUTOR: Meu grande amigo, Pr. Josué Tavares Pereira, é pastor da Igreja Batista em Nova Brasília, Cachoeiro de Itapemirim, ES)

29.8.10

ADORAÇÃO PROFÉTICA?


"Somos um ministério profético de música, que busca a excelência na adoração a Deus em santidade e justiça." – Pr. Alex Pinheiro (Igreja Apascentar de Jacarepaguá)

Foram essas palavras que chamaram a minha atenção no e-mail que eu recebi do Ministério Sopro de Deus. Primeiramente, eu preciso chamar a atenção ao nome desse ministério: "Sopro de Deus." Eles querem dizer que Deus continua "inspirando" (aliás, "soprando") ministérios hoje em dia no sentido que Ele "soprou" as Sagradas Escrituras? Talvez a liderança dessa igreja não falasse assim mas, por que, então, usaria esse nome? Para mim isso não passa de uma tentativa de validar e distinguir um ministério entre outros, dizendo, entrelinhas, que "
Nosso ministério tem uma ligação especial com Deus. Venha participar!" É possível (mas não provável) que o ministério dessa igreja seja ungido, mas tal unção não justifica o uso errado de termos bíblicos.


Agora, o que significa ser "um ministério profético de música"? Eu tirei a seguinte descrição do ministério no site dele: www.soprodedeus.com.br:


O Ministério de Louvor da Igreja Apascentar de Jacarepaguá lança seu primeiro CD “Nunca Vou Desistir”. Com o tema baseado no texto de Hb. 10.39 “Nós, porém não somos dos que desistem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos”. O CD tem 12 músicas compostas por membros da igreja local. O CD também conta com 30 vozes no Backing coral, além de violão, bateria, contra baixo, guitarra, percussão e teclados. Para completar o estilo musical de adoração profética, Pr. Alex Pinheiro coordena a ministração das canções que vem repleta de unção. São três as canções que hoje tocam nas rádios: Nunca vou Desistir, Graça e Meu pão e Luz.

Todos os integrantes do Sopro de Deus são membros da igreja local que, juntos, entregam seus talentos e vida se colocando a serviço do Reino de Deus. Músicos de base, tocando teclado, contrabaixo, guitarra, violão e bateria; e cantores. Todos fazem parte da grande festa que é realizada a cada ministração. Com uma linguagem clara e objetiva, o Ministério Sopro de Deus têm abençoado pessoas e lugares por onde passam, sendo possível perceber através de cada música a mensagem de transformação. São incontáveis os testemunhos que relatam histórias de pessoas que estavam para desistir e decidiram se posicionar diante de Deus, e igrejas que receberam refrigério do Espírito Santo. Alegria, transformação, restauração e unção de Deus são marcas do Sopro de Deus.

Santidade, integridade, compromisso e excelência, são palavras chaves que norteiam nosso ministério. Cremos na adoração como instrumento de Restauração do Sacerdócio de Todos os Santos, da igreja em geral. Cremos na adoração como arma de guerra, cadeias que são rompidas através da força que há na Adoração Profética. Cremos no chamado de Deus para nós como ministros para levantar uma geração comprometida com o avivamento sobre nossa nação, trazendo a realidade dos céus a terra.

Eu aplaudo o ministério por envolver membros da igreja, mas o que me preocupa é o uso de termos como "adoração profética", "trazendo a realidade dos céus a terra", "adoração como instrumento de Restauração do Sacerdócio de Todos os Santos", "adoração como arma de guerra", "através de cada música a mensagem de transformação", etc.

Não sei de você, caro leitor, mas nós queremos ser bíblicos acima de tudo.
Sola Scriptura foi o grito que orientou os reformadores do século 16 na sua tentativa de chamar a Igreja de volta às suas raízes. Porém, a Igreja - como organização - não quis ser reformada; a Igreja - como organismo - foi reformada, graças a Deus! Aliás, os verdadeiros cristãos na Igreja institucional não resistiram o chamado de Deus para abandonar a heresia tão presente nessa Igreja. Uma coisa que sobresaiu foi o grito da supremacia das Sagradas Escrituras sobre toda e qualquer questão, inclusive sobre o maior líder eclesiástico daquela época, o Papa.

Eu pergunto, então: "Com essa conquista do ex-monge e reformador Martinho Lutero, como poderemos abandoná-la numa época como nossa, onde a Fé está sendo atacada e assediada por todos os lados?" Para mim o que esse ministério ("Sopro de Deus") faz é simplesmente distorcer as Escrituras para que elas digam o que ele quer ouvir. Totalmente desrespeitando os conceitos de hermenéutica (interpretação de textos), esse "ministério" atribui ao louvor e à adoração papéis que a Bíblia não os atribuiu.



Por exemplo, onde você acha que a adoração seja o "instrumento de Restauração do Sacerdócio de Todos os Santos"? O "sacerdócio de todos os santos" baseia-se em 1 Pedro 2.9. Agora, qual era a função do sacerdote no Antigo Testamento? Primeiramente, ele servia como mediador entre o povo e Deus. No caso do sumo sacerdote, ele oferecia o sacrifício pelos pecados da nação no Santo dos Santos uma vez por ano. Sem esse mediador, os pecados do povo - inclusive, os do sacerdócio - não poderiam ser expiados. Além do mais, ele era escolhido por Deus para exercer essa função. 


Qual é a aplicação para a Igreja? Já que não há necessidade mais pelo sistema de sacrifícios (Jesus foi o último sacrifício por pecado e é chamado o Sumo Sacerdote em, por exemplo, Hebreus 4.14.), todos os santos (aliás, todo crente de verdade) foi escolhido por Deus para oferecer sacrifícios espirituais (x de animais - 1 Pe. 2.5) e sacrifícios de louvor (veja Heb. 13.15-16) - "fruto de lábios que confessam (declaram, não necessariamente "cantam") o seu nome". Um outro sacrifício que devemos fazer como "sacerdotes" é de nossas próprias vidas: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Ro. 12.1-2).


Eu pergunto: "Como um grupo de louvor e adoração vai "restaurar" nosso sacerdócio quando foi Deus quem nos escolheu para sermos sacerdotes? Como um ministério de uma igreja vai restaurar uma função que cada um tem a responsabilidade de exercer: sacrificar-se? Como os componentes desse grupo/ministério vão restaurar meu chamado para a evangelização deste mundo: "...para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2:9b)?


Não, tais papéis buscamos diariamente na comunhão com nosso Deus, no "abrir de mão" dos nossos direitos, no sacrifício vivo, na leitura e na meditação na Palavra, na busca de santidade, etc. Simplesmente não há "ministério" nem grupo que podem restaurar essas coisas para nós. Como sacerdócio real temos que assumir nossa responsabilidade diante do nosso papel e evitar transferir a outros essa responsabilidade.


Se começarmos exercer nosso papel como sacerdotes, talvez esses grupos e ministérios "caiam na realidade" da verdadeira função deles: a de ajudar a gente expressar nossa louvor, adoração e gratidão a Deus... só. Aliás, há coisas bem mais importantes para ocuparem nosso tempo e afeições do que comprar e ouvir Cds, de assistir "shows" gospel, de investir fortunas para trazer tal cantor ou grupo à nossa igreja, etc.: o próprio Deus (principalmente através da leitura da Palavra "soprada" por Ele e a nossa resposta através da adoração, gratidão, confissão e súplica) e a obra dEle (anunciando as grandezas dEle para os perdidos e edificando os "achados").


De novo, Sola Scriptura, irmãos! Se não, poderemos cair na apostasia que está por vir (sem falar naquela que já está entre nós): "Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus" (2 Ts. 2:3-4).



16.8.10

A NOVA REFORMA PROTESTANTE: Minha Reação


(Recebemos recentemente de uma amiga um artigo por e-mail da revista Época chamado A nova reforma protestante na edição publicada no dia 06 de agosto, 2010. Esse artigo é interessantíssimo e altamente relevante para todos que se chamam "cristãos evangélicos" no Brasil. Descobrimos, porém, que o que recebemos por e-mail não foi o artigo inteiro. Eu (Bill) achei o artigo completo num dos meus blogs prediletos: Púlpito Cristão. Eu reagi ao artigo num comentário que eu fiz nesse blog, resolvendo colocar minha reação também aqui. Espero que seja, de alguma forma, útil. Sugiro que você lesse o artigo inteiro primeiro, antes de ler meu comentário.)

É muito sutil, mas quem está dentro dessas discussões vai ler nos comentários dos "nossos" representantes - entrelinhas - um certo desprezo da Palavra de Deus. Como exemplo eu cito Ed René Kivitz, que assumiu publicamente fazer parte daquele movimento apóstata chamado a "Igreja Emergente": "Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade (ênfase minha) que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa."

Eu pergunto: "Onde você acha tal comissão no Novo Testamento, Ed? Desde quando o propósito do cristão se tornou "trazer o reino de Deus" (uma meta da I.E.), no sentido social e societal, para cá?

Há abusos sérios no evangelicalismo brasileiro? É claro! Há "lobos vestidos como ovelhas" liderando uma boa parte das igrejas "evangélicas"? Sim. Há necessidade de ver transformação de até denominações inteiras? Com certeza.

Mas qual seja a solução bíblica nisso tudo? Significa jogar fora tudo que soa de "igreja atual"? Significa abandonar a fôrmula bíblica de estrutura eclesiástica, especialmente os presbíteros e diáconos? Significa abrir mão da maneira bíblica de prestação de contas (e.g., a disciplina dos membros que continuam pecando sem arrependimento)? Quais "dogmas" deveríamos abandonar nesta nova reforma protestante? A da expiação substitutiva, onde Cristo, por sua própria escolha de sacrifício, foi punido (penalizado) no lugar dos pecadores (substituição), assim satisfazendo as demandas de justiça, de forma que Deus pode justamente perdoar os pecados? Aliás, existe outra base para o perdão do pecador? São os dogmas assim que deveríamos rejeitar agora como faz Brian MacLaren, um dos líderes norte-americanos da I.E.? Quais são os outros que podem ser eliminados. Um outro líder da I.E. nos EUA - Rob Bell - acha possível abrir mão do dogma da Trindade? E aí, emergentes brasileiros? Vocês querem que a Igreja brasileira apostate a fé (leia "dogmas") assim também?

Há problemas na Igreja e nas igrejas? Sim. Havia problemas no primeiro século? Também, sim. Olhemos, então, para a Bíblia para resolver esses problemas e não para esses "gurús" que podem ser (e na minha opinião, são) uma outra forma que o Inimigo usa para desviar a Igreja da linha certa, da linha bíblica.

Eu tenho algumas sugestões:

1) Que voltemos ao evangelho BÍBLICO. Acesse este site para saber mais.

2) Que avaliemos as nossas práticas atuais nas nossas igrejas e eliminemos aquelas que não sejam bíblicas.

3) Que oremos por reavivamento (para não ser confundido com "avivamento") - aquele mover do Espírito Santo sobre a Igreja e o mundo que traz quebrantamento, arrependimento e conversão verdadeira.

4) Que sejamos resposta da nossa oração, praticando o EVANGELISMO BÍBLICO. Um bom exemplo disso pode ser visto aqui.

5) Que preguemos a Palavra de maneira expositiva (e.g., pregando sistematicamente pela Bíblia, livro por livro, explicando em detalhe o significado dela, parágrafo por parágrafo e aplicando-a ao ouvinte, semana após semana).

Assim teremos uma igreja saudável porque ela será composta de pessoas convertidas de verdade, pessoas que submetem-se ao ensino da Palavra ao ponto de sair colocando-a em prática (praticantes x ouvintes). Que Deus tenha misericórdia de nós, como Igreja, à luz dos nossos pecados, nos mostrando nossos erros e nos motivando a arrependermos deles para que Cristo seja a Pessoa principal na Igreja brasileira de novo! Amém!

5.7.10

O QUE ESTÁ ACONTECENDO??

Em 1987 eu (Bill) li um livro que impactou profundamente a minha vida: A sedução do cristianismopor Dave Hunt e T. A. McMahon. De fato, eu estou onde estou hoje na minha vida e no meu ministério por causa desse impacto 23 anos atrás.

Naquela época eu servia nos EUA como missionário nacional através da missão Campus Crusade for Christ (no Brasil, Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo). Seis anos antes eu tive uma consulta com um psicólogo cristão que ministrava um curso para novos missionários do ministério estudantil sobre como aconselhar estudantes. Uma coisa que ele disse fez muito sentido para mim naquela época: Interessado em aumentar nossa auto-estima e a dos estudantes sob nossos cuidados, ele trouxe uma interpretação inédita - pelo menos, para mim - às palavras de Jesus quando Ele disse em Mt. 22.39: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Esse psicólogo nos disse que, para poder amar o seu próximo como a si mesmo, você precisa, em primeiro lugar, amar a si mesmo! Aliás, se não amasse a si mesmo, você não poderia amar seu próximo da maneira certa.

De novo, fazia muito sentido para mim. E talvez você esteja pensando, "É isso mesmo. Qual é o problema?" O problema é que Jesus jamais quis dizer que deveríamos nos amar mais para podermos amar os outros melhor! Segundo Hunt e McMahon, Jesus estava dizendo que deveríamos amar nosso próximo da mesma maneira que nós já nos amamos! Quer dizer, JÁ me amo o bastante. Como prova disso, tudo que eu faço, eu o faço pensando no meu bem estar. Eu me alimento por amor próprio, eu durmo por amor próprio, eu me visto, me defendo, me...me...me! Os autores até dizem que o suicídio é um ato de amor próprio! Como assim? A pessoa se suicida para se livrar de dor, de frustração, etc. Aliás, a pessoa que se suicida está pensando mais no seu bem estar do que no bem estar da sua família e dos seus amigos. Ainda duvida?

Em prol da busca do amor próprio, eu passei seis anos me distanciando de pessoas, papéis, situações e locais que não contribuíam para minha busca. Apesar das aparências, eu me tornei uma pessoa arrogante e egoísta por dentro. Duas vezes nesse perídodo eu considerava deixando o ministério para fazer algo mais "aceitável" ao ver do mundo. Afinal, os aplausos do mundo comunicavam o amor que eu procurava. Em 1985 eu até decidi largar meu papel de missionário à universidade, que não ofercia reconhecimento algum na parte do mundo, em prol de um papel que agradava tanto a Igreja quanto o mundo. Eu decidi me tornar um "media missionary" (missionário na área da mídia). Assim, pensava eu, vou poder aumentar minha fama num cargo que o mundo reconhece (produtor de filmes) e que a Igreja valoriza (produtor de filmes evangélicos).

Foi nesse contexto que, enquanto eu viajava no Reino Unido apresentando shows evangelísticos de multi-mídia, eu comprei e li A sedução do cristianismo. Como eu fui acordado através desse livro para a minha situação verdadeira: egoísta, orgulhoso, arrogante. Também eu aprendi que a origem da interpretação de Matt. 22.39 mencionada acima não foi Jesus, mas Friedrich Nietzsche! Que vergonha! Eu adotei uma interpretação equivocada da Bíblia oferecida por alguém que se considerava o "Anti-Cristo"[1]!

Eu escrevo tudo isso como uma introdução a este novo blog, A SEDUÇÃO DO CRISTIANISMO. Eu engoli a mentira da necessidade do amor próprio que radicalmente afetou muitas decisões importantes da minha vida. Isso me faz pensar, "Quantas outras 'mentiras' sobre a Bíblia eu já engoli?" Ou melhor, "Quantas mentiras a Igreja tem engolido ultimamente?" Por isso colocomos este blog no ar. Ficamos de pé no alicerce da verdade. Que Deus use os artigos neste blog para glorificar A VERDADE (Jo. 14.6) e libertar os prisioneiros de mentiras proferidas por, às vezes, homens e mulheres nos púlpitos de, pelo menos, as duas nações que temos em comum: o Brasil e os EUA.


NOTAS
[1] Prof. Peter Kreeft de Boston College [http://www.catholiceducation.org/articles/civilization/cc0009.html]